| Eu que não sou a Clarice Eu, que gostaria de escrever como a Clarice Lispector, mas não tenho um terço do talento e da coragem dela. |
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Terça-feira, Setembro 30, 2003 Ai, gente. Abandonei tudo de repente. Era isso ou eu. Estava exausta (ainda estou cansada, mas tudo bem) e, o pior, irratada, prestes a dar uns gritos em alguém (o problema é que o alguém poderia perfeitamente ser um dos meus chefes ou das minhas chefes ou algum figirão arrogante que circulasse aqui pela secretaria), lagando tudo de vez.
Sexta-feira, Setembro 05, 2003 A Pedidos
Quarta-feira, Setembro 03, 2003 Tem a Ana Beatriz, que foi minha professora de artes e me ajudou pra caramba a superar uns probleminhas pessoais (tipo: "Uma pessoa muito importante na minha vida fuma maconha"), quando eu estava na quinta série. Ela morreu de câncer e, agora, deu nome à minha priminha, divertidíssima, que é sobrinha dela.
Tem várias Bias que eu adoro:
Só para constar: eu amei a fota da preta. Amei de paixão, acho que ela é linda daquele jeito dela mesmo e é preciso muito talento para ser bela fora dos padrões. Não é inteligência. É talento mesmo, uma paciência para aprender a se gostar, se valorizar do jeitinho que se é, aprender a usar as rupas certas (não para disfarçar as imperfeições, mas para registrar os pontos fortes), a maquiagem certa para o tipo de pele, de olho, o cabelo certo. Tudo isso é talento e aprendizado. Exige um baita esforço e eu admiro quem faz isso.
Eu faço as pazes com a minha vida e aminha história, um pouquinho de cada vez. Eu vou definindo o que cada um significa para mim, o que cada fato da minha vida é e o que foi, o que cada pessoa fez e deixou de fazer e vou reescrevendo isso, com outra pena, com uma caneta tinteiro, só minha, que eu inventei para isso mesmo: reescrever a mim mesma. posted by CLIO ZINHA | 10:44 AM |
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