Eu que não sou a Clarice
Eu, que gostaria de escrever como a Clarice Lispector, mas não tenho um terço do talento e da coragem dela.


Sexta-feira, Novembro 28, 2003  

Maquiagens e mais maquiagens. Minha avó me faz gostar de ser fútil e de ficar bonita-ta-ta!

posted by CLIO ZINHA | 10:19 AM
 

Semana na casa da vovó, sabe como é? Eu estou tão pouco estressada que meus cabelos tão até crescendo, livres, saudáveis e loiros. Isso mesmo. Eles ainda estão loiros.
Aí, eu fico me perguntando por que é que a gente deixa de ser adolescnete um dia. Deixa a casa dos pais, dos avós, de quem for, e vai viver uma vida de cachorro vira-lata nesse mundo cão. Aí, eu lembro que a minha vida não era lá essas cosias na adolescência, que eu vivia chorando e me entupindo de anticoncepcionais para ver se morria ou ficava magra (isso mesmo, eu tentava me suicidar com aqueles comprimidinhos branquinhos, tomava uma caixa e ficava esperando morrer. É lógico que eu não morri da primeira vez nem da segunda. Mas, passei tão mal e vomitei tanto que pensei: "Eu posso emagrecer com isso!" Isso mesmo mesmo, eu sou uma louca - ou era, já que não faço mais isso há mais de 10 anos. Eu desisti quando eu via que não ia emagrecer daquele jeito e quando peguei uma gastrite que me impedia de tomar refrigerante, meu grande vício até hoje.). Enfim, era legal e não era.

Eu não tinha nenhuma autonomia e todo mundo achava que podia dar pitaco na minha vida, mas tinha minhas amigas aqui, bem pertinho de mim e uma boa dose de liberdade para sair com elas (eu mesma limitava a minha liberdade, namorando uns malas sem alça). Era bom e era ruim e agora está melhor.

Em todos os sentido, porque eu posso ir e voltar. E eu amo a minha vó. de montão. Sei que parece não ter nada a ver com a história, mas depois eu explico.

posted by CLIO ZINHA | 10:16 AM


Terça-feira, Novembro 18, 2003  

Preciso de dieta, preciso de dieta, preciso de dieta!

Eu fico repetindo isso e só penso em comida! Eu penso assim: "huuuuummmmm, vou comer aquele bolo, quando chegar em casa". Ou então: "este final de semana, vai ter bolinhos de chuva Dona Bente, sabor queijo, lá em casa". Ou ainda: "o que será que a vovó vai fazer para a ceia de Natal?"

E essa menina ainda vem falar de comida assim, de um jeito que a sente o cheiro delicioso da vida na comida que ela descreve?

Assim não dá, assim não é possível.

posted by CLIO ZINHA | 12:24 PM
 

Faaaaalllll, eu fui citada no seu Drops! Quanta honra. Eu batizei uns pijaminhas fofos, que são uns vestidinhos e uns shortinhos que eu uso pra ficar em casa, de mudinhas, em sua homenagem.

posted by CLIO ZINHA | 11:55 AM
 


Eu não sou assim.


Eu sei que eu disse que não ia escrever, mas era só charme, para ver se vocês sentiam a minha falta. Heheheheheh.
Bom, a verdade é que esse fim de semana eu comprei umas roupinhas para mim (há muito tempo, muito, muito tempo mesmo, que eu não fazia isso). Agora, como nenhuma calça serve mais em mim e as blusas estão no mesmo caminho, eu tive que ir comprar umas roupas. E, ao experimentar as roupinhas lá no provador simpático da C&A (Eu nunca mais irei na Richuelo. Depois eu explico o porquê.), eu fiquei muito feliz com uma coisa: eu ainda entro em modelos com numeração 38!

Sério...Na verdade, eles são o meu número ideal. Nem acreditei, quando vesti o 40 (crente que ia ter que pegar o 42!) e ele ficou frouxo. Peguei uma calça 38 e pensei: eles devem ter a modelagem extra large para ficar assim. Mas fui em outra loja e, para surpresa maior ainda, a numeração ideal para mim também era 38, mesmo nesse outro lugar.

Nem preciso dizer que saí pulando do shopping, né?

A única coisa chata é que nunca consigo levar sapatos (não tem numeração 34 nessa cidade) e as calças sempre têm que ficar para um corte e uma nova barra, já que eu sou baixinha...


Mas também não sou assim...

posted by CLIO ZINHA | 11:39 AM
 

Eu estou um pouco triste. Portanto, não vou escrever hoje, tá?

posted by CLIO ZINHA | 11:17 AM


Quinta-feira, Novembro 13, 2003  

Você finalmente conseguiu um emprego, após quatro meses desempregada. É numa secretaria que cuida de meio ambiente e direitos humanos. Aliás, é a secretaria que preside o Conselho Estadual de Direitos Humanos. Aí você pensa, de novo: "É a minha cara!"

Um dia, você descobre que os ambientalistas podem estar preocupados apenas consigo mesmos, com os próprios empregos e - o que é ainda mais baixo - em conservar o próprio poder. Depois, é a vez dos pretensos defensores dos direitos humanos mostrarem que têm pés de barros e usam a bandeira em proveito próprio.

Por fim, você descobre que crescer e ficar adulta é ter um pouco de resignação amarga e nenhuma utopia.

posted by CLIO ZINHA | 12:39 PM


Segunda-feira, Novembro 10, 2003  

PAREM AS MÁQUINAS!!!!

Minha amiga Beatriz Barreira ganhou o prêmio de melhor roteiro e melhor vídeo do Nóia - Festival Sul-Americano de Vídeos Universitários. O bom é que ela nem queria ir! Aí, a Alessandra (nossa colega daqui) falou: "- Vai e prepare o seu discurso, que você vai ganhar."

E ela me ligou sábado, no meio dos Normais, para contar.

Como eu não sou nada normal, saí pulando de dentro do cinema, agitando o celular e dizendo: "- A Bia ganhou! A Bia ganhou!"

Eu lembro desse vídeo. Ela produziu, editou e estrelou para uma disciplina da faculdade, no semestre passado. E o trabalho nem tirou dez!

posted by CLIO ZINHA | 11:36 AM


Sexta-feira, Novembro 07, 2003  

Inconsciência é quando você já está usando só uma das suas seis calças compridas - porque as outras não entram mais - e ainda come um salgado podre de gorduroso, em cima da hora do almoço, só porque brigou com o marido.

posted by CLIO ZINHA | 12:04 PM
 


- Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar...


A pessoa sabe que está ficando definitivamente velha quando ouve que vai ter show do Roberto Carlos na cidade e pensa em ir.

posted by CLIO ZINHA | 11:23 AM
 

Ah, esqueci de completar que, além de mãe da Bia, ela é autora de uma biografia sobre Frei Tito, de outra ainda não publicada sobre a Rachel de Queiroz, mestranda em Linguística e ex-professora do projeto Fundação Casa Grande, lá em Nova Olinda.

Esqueci também de dizer que ela é uma amiga como poucas, que ela é capaz de ouvir e de falar com a gente de um jeito que nada chateia (e não deixa de fazer um pelo outro), que ela é casada com o Zé, que foi meu professor no cursinho e por quem eu tive uma paixonite adolescente, muito antes deles se conhecerem.

posted by CLIO ZINHA | 11:18 AM
 

A tia Socs, mãe da Beatriz, escreveu assim pra gente:

Nossa nenê está completando seis meses!
* Ela já bota o pé na boca,
* já finge que está tossindo pra chamar atenção,
* já senta sem apoio,
* já começou a engatinhar um pouquinho,
* está muito gorduchinha
* e o melhor de tudo: só se alimenta de leite materno!
(...)
Daqui a alguns dias ela começará a provar os diferentes sabores e
texturas dos suquinhos e papinhas que a mamãe vai preparar. Mês que vem
mando fotos das caretinhas que ela vai fazer.
Estou mandando pra vocês a foto da primeira vez que a Beatriz foi à
praia.
Mil beijos

posted by CLIO ZINHA | 11:13 AM


Quinta-feira, Novembro 06, 2003  

Eu vou guardar isso, aqui, como uma criança guarda um brinquedo escondido, mas que pode ser encontrado, para dar uma olhada e brincar, quando quiser.

posted by CLIO ZINHA | 12:49 PM
 

Correspondência nada secreta sobre a morte da Rachel de Queiroz:

Companheira Socorro, caiu em minhas mãos aqui na redação o caderno especial.
Ficou lindo demais da conta. O seu texto quase me fez chorar, fiquei
travado. Minha mãe sempre disse que ela era parente distante da minha
família. Eu nunca fui saber se é de fato, mas seus traços lembram muito os
das irmãs da minha avó, que eu de vez em quando visitava quando era menino.
Por isso, a foto da Rachel na capa e você falando de tomar com café com ela
me lembraram até um pouco a minha infância, quando eu as via conversando
naquelas casas de vó, com cadeiras de balanço, vestidos floridos e em um
tempo em que a ingenuidade ainda existia.

O rosto da Rachel de Queiroz sempre há de me remeter ao fato de que nasci
aqui, e vivi esses tempos de tardes com brisa leve, casas de muro baixo e
quintais, em que se tomava café com bolacha e não existia tanta
preocupação com as mazelas do mundo. Acho que isso, nem a minha gastrite nem
a desilusão com a raça humana irão me fazer esquecer.


Companheiro Sílvio Mauro

posted by CLIO ZINHA | 11:37 AM
 



Gente, alguém aí sabe se três dorflex, com intervalo de meia hora entre cada um, podem matar?

Porque, se não matar, eu vou tomar outro, antes que a dor de cabeça me faça matar alguém.

posted by CLIO ZINHA | 11:31 AM


Quarta-feira, Novembro 05, 2003  



Um belo dia eu tive a péssima idéia de me apaixonar pela pessoa errada. Até aí, tudo bem, já que a gente precisa diso para aprender a valorizar as boas que vêm depois. Gente estúpida como eu só aprende depois de muitos encontros inúteis-fúteis-interessantes (desses que te levam a pensar: "Eu não precisava disso.").

Depois de uns 30 do tipinho ao qual estou me referindo especificamente, você fica definitivamente mais escolada e, com o tempo, aprende a valorizar as pessoas depois que elas demonstram amor por você e não só porque elas falam que amam. Muitos são os recursos dos tipinhos para seduzir gente besta e de baixa auto-estima como eu, louca por me sentir necessária para aplacar a dor de alguém (provavelmente para não ter de lembrar da minha própria dor): tormenta pessoal ("ninguém me compreende" é a frase típica do sujeito), poesia-literatura-violão, sonhos impossíveis e mais uma série de itens que podem ser relacionados para aivsar as desavisadas (o aviso não adianta mesmo, porque o sonho de alguém que é como eu era é quebrar a cara e sofrer muito de amor).

Mas você (pessoa estúpida como eu sou) precisa sofrer muito, antes de aprender a lição, antes de parar de se empolgar e decidir amar alguém de verdade, comprando o pacote completo de qualidades e defeitos da pessoa, não sonhando em ser apenas o acessório do ego descontrolado de algum intelectualóide frustrado (aliás, aí está uma boa dica para as magérrimas, que escrevem tão bem sobre esse assunto. Além do TBG, tem o PIEG - Pretenso Intelectual Ego Descontrol).

O que me revolta, em mim mesma, é que mesmo com a lição aprendida, eu não aprendo. É isso mesmo. Eu aprendi a não me empolgar com a autoimagem de qualquer um, a valorizar as pessoas de verdade, de carne-e-osso que estão ao meu lado, mas não aprendi a me desligar de certos cretinos. Insisto ainda em amizades que nunca dariam certo (simplesmente porque PIEGs não suportam ser amigos de suas ex e verificar o quanto elas estão bem sem eles) e, por isso, fico ouvindo/lendo sobre...sobre...sobre... sobre umas cretinices cretinas que eu não vou repetir nem linkar aqui porque não vale a pena divulgar esse tipo de figura, que polemiza para obter audiência

Além do mais, ele não foi único PIEG da minha vida. Igual a ele, eu já beijei mais de 100...

Mas, eu quero deixar claro que eu sou considerada uma pessoa muito bem humorada pelos meus amigos, tá? Mas era danado de difícil ser bem humorada ao lado de uma figura tão paranóica que implicava até com meus amigos gays!

E que eu vou ter muita pena da sua atual namorada - porque ela é uma pessoa muito legal, legal demais para você -, se você postar assim, alguma coisa desse nível sobre ela, como fez com as suas "ex-namoradas" recentemente. E que eu poderia, para desqualificá-lo de vez, contar detalhes que demonstrariam como você na verdade está distante da propaganda que faz de si mesmo (o galã-intelectual-atormentado-que-finalmente-encontrou-a-mulher-da-sua-vida), das projeções que você tenta transformar em verdades para os desavisados e desavisadas.

Mas eu tenho mais o que fazer.

posted by CLIO ZINHA | 11:55 AM
 



A mais bela das Bias - a Beatriz Barreira - teve o vídeo Coca-Cola Light selecionado para o Festival Sul-americano de Vídeos Universitários.



A categoria é Filme Publicitário e será exibido, dentro da mostra competitiva (Atenção! Eu disse C-O-M-P-E-T-I-T-I-V-A), no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.

posted by CLIO ZINHA | 10:17 AM


Terça-feira, Novembro 04, 2003  

Ataque irresistível de infantilidade durante uma entrevista OU Clio-tentando-perder-mais-um-emprego

Eu, lá, entrevistando o cara, durante a Csomética Nordeste 2003:
- Qual o seu nome?
- Marcelo.
- O que a empresa de vocês vende?
- Equipamentos para massagem e redução de medidas.
- É a primeira vez que vocês expõem?
- Não, já é a segunda vez consecutiva?
-Está valendo a pena? Bons negócios?
- O ano passado foi um pouco melhor, mas esse ano está bom também. Acho que está faltando dinheiro no mercado, mas já vendemos R$ 8 mil.
- Sr. Marcelo, qual a sua função na empresa?
- Representante e responsável pelo estande.
- Qual o seu nome completo, por favor?
- Marcelo Bento.
- Como?
- Marcelo Bento. Meu sobrenome é Bento.



- Ah, como o Chico Bento? - pergunta a repórter desavisada dos crescentes índices de desemprego no seu setor.

posted by CLIO ZINHA | 12:28 PM
 

Saldo do final de semana:

2,6 litros de refrigerantes do tipo "cola" consumidos por mim e pelo Cao, com sanduíches, pipocas, macarrões e doces.

O detalhe: eu engordo e o desgraçado, não!

posted by CLIO ZINHA | 11:56 AM
 

Dúvida cruel

Ao acompanhar uma Torta de chocolate, a coca-light aplaca culpa?

posted by CLIO ZINHA | 11:54 AM
 



Torta de chocolate com dupla cobertura é algo que, definitivamente, deveria ser tão proibido de vender em local de trabalho quanto bebidas.

O Ministério do Trabalho adverte: torta de chocolate durante o expediente pode causar dor de barriga, dependência e redução da produtividade!

posted by CLIO ZINHA | 11:36 AM
 



Yes! O Bazar Natalino da Dona Terezinha de Lavôr abre oficialmente a temporada de Natal. Eu vou lá, para entrar no clima e ver as coisas lindas que o Adriano me diz há tanto tempo que ela faz.

Natal é uma das datas mais divertidas do ano, que eu pretendo curtir em 2003 sem tantos compromissos oficiais.

posted by CLIO ZINHA | 10:39 AM
 

BAZAR NATALINO DA DONA TEREZINHA DE LAVÔR

Venham todos e aproveitem os preços, já que as peças são exclusivas e não é fácil encontrar artigos para casa, cama, mesa e banho produzidos por uma artista plástica.

São quadros de madeira e gesso, caixas de madeira pintadas à mão, arranjos florais, colagens, bandejas, sousplats pintados à mão, kits para copa e cozinha em cestas de vime, caixas de papel, toalhas de bandeja, jogos americanos, panos de prato, caminhos de mesa, toalhas (de banho, de rosto e de visita), produtos de higiene pessoal, blusas, camisetas, camisões, camisolas, necessaires em tecido bordados e pintados à mão.Todas as peças são exclusivas e desenvolvidas por Terezinha Lavôr.

Quando: 6 e 7 de novembro.
Horário: a partir das 17 horas.
Onde: Av. Rui Barbosa, 690, esquina com Tenente Benévolo. Fortaleza-CE.

Colaborou Adriano de Lavôr.

posted by CLIO ZINHA | 10:36 AM


Segunda-feira, Novembro 03, 2003  




"Assim, esta estratégia de despolitização da fábrica, que se configura paulatinamente na década de 10 e que se consolida nas seguintes, representava a possibilidade de obter a intensificação da produção e de facilitar a exploração 'racional' da força de trabalho. Ao propor condições atraentes e confortáveis no interior da fábrica, pretendia contrapor-se às antigas modalidades coercitivas que vigoravam na produção. A fábrica deveria ser valorizada como a 'grande família', com a qual cada trabalhador se identificaria (...)".

No livro "Do Cabaré ao Lar", Margareth Rago escreve sobre as estratégias de displinarização do modo de vida operário, iniciadas em 1910, com o claro objetivo de levar as novas descobertas "técnicas e científicas" da administração e medicina sanitária a termo, no Brasil, em um autêntico processo civilizador. A artimanha foi a seguinte: mulher, a partir de então, não podia mais sair às ruas. Se saísse, mesmo para trabalhar, era puta e não poderia reclamar de ser estuprada, deflorada, passada a mão etc. O lar era o lugar ideal para elas, que deveriam ser preparadas pelos pais para irem ao encontro do marido e da natural vocação feminina - cuidar da casa e da educação dos filhos.

Os homens, por sua vez, eram estimulados a querer uma casinha que, embora fosse pobre, tivesse algum conforto e muita limpeza (feita pela mulherzinha, é lógico!), uma mulherzinha tranqüila, compreensiva e caseira, além de filhos obedientes (educados pela mulherzinha, é claro). Os operários deveriam ansiar apenas pelo ideal burguês de felicidade: uma vida de casado, com a diversão ordeira e o trânsito seguro entre a casa e o local de trabalho.

Ou seja, nada de paradinhas estratégicas nos bares nem nos sindicatos, onde a força operário organizava motins, greves, sabotagens etc. Uma vida que permitisse aos trabalhadores produzir, produzir e produzir...apenas para os patrões, sem jamais criticar, reclamar, questionar etc.

O retorno prometido?
Nada demais: um dia de descanso, em um piquenique qualquer, patrocinado pelos empresários, a garantia do emprego (desde que a produção não baixasse), um aumento maior que o do vizinho, uma casa melhorzinha um pouco que a do vizinho, filhos na escola.

As estratégias para obter tamanha submissão?
Para os homens, remuneração individual de acordo com a produção e a ameaça cada vez maior com o risco do desemprego, de ficar 'marcado' pelos patrões como indesável, baderneiro etc. Para as mulheres, a única possibilidade de estar inserida nas realções sociais de maneira não marginal, sendo considerada uma moça ou mulher "de bem", com o respeito da sociedade.

Não mudou nadinha, né, minhas queridas?

posted by CLIO ZINHA | 10:45 AM
 

Quem passa na janela e me vê
Não tem a menor vontade de tomar café comigo.

Ricardo Alcântara

posted by CLIO ZINHA | 10:12 AM
 





Flores murchas, de Candinho Portinari


"As flores murcharam, sem a minha atenção. Nada me desperta tristeza ou alegria. Os vasos estão a um canto, ainda pendurados e a vista, pois em me dei ao trabalho de trocá-las ou jogá-las fora.

As flores secas continuam enfeitando os vasos e têm até um certo toque de beleza triste, tornando a varanda e a fachada do prédio um pouco menos comum, um pouco menos parecidas com imitação barata de condomínio em filme americano.

As flores murchas e secas seguem, na minha varanda, representando a minha indiferença com a vida."

posted by CLIO ZINHA | 10:10 AM
 

O Blogger.com.br parece que está doidinho, doidinho.

posted by CLIO ZINHA | 10:04 AM
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DIZ AÍ
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