Segunda-feira, Setembro 17, 2007
Às vezes, eu lamento muito por a vida não ser uma ciência exata, previsível, do tipo entrou tanto, saiu o mesmo tanto; invenstimentos X, recebemos 2X, em tanto tempo; amamos quem ama a gente, somos amados por quem amamos, tomamos medicação para problemas de saúde, de qualquer ordem, e ficamos bem, melhoramos de verdade.
Talvez não tivesse graça nenhuma, mas seria mais pacificador para o coração humano, já tão povoado das suas próprias incertezas.
posted by CLIO ZINHA |
11:03 AM
Quarta-feira, Setembro 05, 2007
O Recall da Mattel
A Estrela já havia alertado que isso poderia ser perigoso à economia nacional, que algo não ia bem e que brinquedos fabricados com um custo tão baixo - e revendidos tão caro - só poderiam fazer bem aos acionistas dessas multinacionais.
Longe de mim fazer propaganda da existência única e exclusiva dos brinquedinhos de madeira, educativos. Fui uma criança normal e feliz, que teve Little Pôney, Moranguinho e Limãozinho, Susie (aquela morena, de olhos grandes, muita bunda e pouco peito; não essa que se vende por aí, hoje em dia), lutei muito para ganhar Mãezinha e Amiguinha, fiz álbuns de personagens estrangeiros como Garfield e Menudos, procurei desesperadamente a última figurinha (já adesiva, só fiz grude para colar figurinhas quando morava em Nova Russas) para completá-los. Acredito que um equilíbrio entre a educação idealizada por psicólogos e pedagogos e suas maravilhosas teorias de ponta e as ofertas do mundo real é o modo mais fácil de educar crianças com o sonho de um mundo melhor, mas preparadas para enfrentar a vida na sua concretude; e não penso em privar o João de brinquedos de ferro e plástico, entre outras opções.
Entretanto, não posso deixar de lembrar dos alertas de Oded Grajew a respeito da possível falência da indústria nacional de brinquedos por conta da abertura desenfreada das importações e da concorrência desleal dos produtos fabricados na China. Embora não seja ingênua e perceba nisso também a luta de um empresário pela sua - até então - privilegiada fatia de mercado, entendo que não se pode ter bons resultados quando se desrespeita o trabalhador, quando se admite crianças no mercado de trabalho por um salário irrisório, quando se desvaloriza os operários mais velhos e a mão de obra mais qualificada.
posted by CLIO ZINHA |
10:40 AM
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