It's All Lie
Mesmo o que é verdade; é mentira. Tudo que está aqui é narrativa, é uma construção em cima do que eu penso, do que eu vivencio, do que eu ainda quero experenciar, do meu momento atual e de toda a minha expectativa do que ainda está por vir. Não me peguem ao pé da letra e não peguem no meu pé por causa disso, por favor.


Domingo, Julho 27, 2008  

A primeira profissão a gente nunca esquece...

- Mamãe, eu quero ser piloto, mamãe!

posted by CLIO ZINHA | 1:12 PM


Domingo, Julho 20, 2008  

Fazer o quê?

Um tédio não delicioso toma conta de mim.

posted by CLIO ZINHA | 1:43 PM


Quarta-feira, Julho 16, 2008  

Amar é o quê? Amar o João é colocar limites e dar amor, carinho, atenção, brincar, cuidar, dar banho, cortar as unhas, estimular, encorajar.

Amar o Cláudio, amar outras pessoas que não são meus filhos, é bem mais complicado...Tipos, eu não tenho muito ciúmes do Cláudio, só uma única pessoa desperta meus ciúmes do Cláudio, apesar de eu saber que ele não sente mais nada por ela nem ela sente nada por ele. Enfim, não é o que eles sentem um pelo outro que me faz sentir ameaçada, é o que ela é: alta, imponente, disciplinada, madura, criativa e inteligente. E o que ela já significou para ele. Talvez, seja o que ela signifique mais para mim do que para ele.

Eu gosto da minha chefe, por exemplo, mas morro de ciúme dela quando chega alguém novo e que merece mais atenção e admiração do que eu por parte dela. E bom, ela já foi minha chefe. Depois, minha amiga. Agora, é chefe de novo. Isso está desencadeando uma crise de identidade na relação...Não bom, não bom.

Porque eu tenho ciúmes de amigas e amigos e de chefes. Vai entender.

Não sei, ciúmes são estranhos. Sentimentos são estranhos...

posted by CLIO ZINHA | 11:54 AM
 

Saudades do João, saudades do João, saudades do João: ele está de férias, eu comecei a ler as poesias infantis do Vinícius de Moraes, numa noite que ele ficou enrolando e não queria dormir (meia-noite já).

Antes de começar a ler com ele, expliquei que o Vinícius é o poetinha e por que ele foi apelidado assim pelos amigos. Foi muito fofo. Ele gostou das poesias - eu li a da cachorrinha, a do mosquito, a da casa, que foi a que ele mais gostou, lógico. Ele já a conhecia de música (CD) e clip e sempre achou divertida. Engraçado o que é a leitura: ele sacou de cara que era a letra da música, mas, dessa vez, aprendeu o texto e recita junto comigo.

posted by CLIO ZINHA | 11:44 AM


Quarta-feira, Julho 09, 2008  

Estava ali, namorando um curso superior de artes cênicas no Cefet-CE. E fiquei imaginando o que diria nas fatídicas apresentações da primeiras aulas. "Oi, meu nome é Clícia, estou aqui porque...Por que estou aqui mesmo? Olhem, esta é minha segunda graduação e ainda não sei. Exatamente como na primeira. Pelo menos, não estou aqui porque meu pai exigiu que eu cursasse uma faculdade, como da primeira vez. Mas, a verdade, é que ainda não sei. Alguns anos depois que concluí o primeiro curso, de Jornalismo, descobri que o escolhi porque queria escrever, porque escrever e publicar a ansiar pela adrenalina que isso me dá nas veias é como uma deliciosa maldição, sem a qual não me sinto viva nem respirando. Talvez seja por isso que tenha decidido estar aqui. Para escrever para teatro. Não, nunca para representar. Para fazer os outros representarem o que escrevo. Sim. Isso, sim. Por isso, eu anseio. Porque minha escrita não cabe mais nas letras".

E Agora cresço e me Imagino num Palco...

Tampouco me imagino eu mesma, sozinha, a representá-la, a ler o meu texto. Minha própria e monótona voz entoando meus escritos em leituras de livrarias. Não. Isso seria a morte da minha literatura, que sempre quis livre. Livre dos livros, dos romances, das páginas que são ou esquecidas em prateleiras ou manuseadas por escolares enfadonhos entre uma mordida e outra num lanche engordurado. Entre um e outro beijo de namorado.

Não, quisera eu ser a minha escrita o próprio beijo. Quisera tê-la viva, pulsante em muros, em esquinas, nas bocas, nos corpos, em tatuagens, em esferas, em quadriláteros, nos percursos urbanos dos que vão e vêm e preechem esta cidade e as outras com seus corpos, suas histórias, seus amores, suas repulsas. Por isso, um blog. Um livro, não, nunca. Novamente, não, nunca mais, aprisionar meus textos em livros, papéis, academias, centros literários. Eles morreram, ainda bem. Ficaram n' outro século. Para trás, bem distantes.

Agora, chegou a vez dos que vivem a literatura: e, para isso, para vê-la viva nas bocas, nas linhas, nos contornos, nada melhor que o teatro. Eu quero escrever para o teatro.

Como Nelson, mote das brincadeiras com a minha irmã. Sim, Nelson que se permitiu nadar pela escrita e a imaginação através de um cotidiano pulsilânime e, por isso, serviu aos grandes teatros, mas, também, às brincadeiras adolescentes. Como a própria vida.

Os blogs e demais veículos, de brincadeira em brincadeira de escrever, me permitem ser livre, livre, livre. Livre da obrigação de respeitar a literatura como amo e respeito. Um respeito que me impede de escrever, um respeito que me faz abdicar de publicar. Como poderia, então, ousar ansiar por um lugar ao lado de Clarice, ou Cecília? Ou Sylvia e Elizabeth e Jane e Virginia? Ou ainda, o próprio Nelson, ou Vinícius, ou Machado, ou Vasco, ou Ricardo, ou John Fante, ou Byron, ou Shelley? Enfim, ser escritora de blogs - não me importo com esse título - é escrever para o meu tempo e deixar os fantasmas e as efígies nos livros, na minha imaginação de leitora, na minha memória afetiva.

E eu gosto disso.

posted by CLIO ZINHA | 12:49 PM


Terça-feira, Julho 08, 2008  

Slow Motion - Ritmo de Furacão

Hoje foi mais um dia de vazio em mim. Um a dia de vazio imenso, em que chorei baixinho no banheiro do trabalho e nem me importei que as pessoas vissem meus olhos inchados e meu nariz vermelho. Um fragmento de fichamento mal terminado, um diálogo mal ouvido antes de começar uma reunião, minha antiga sala de estudos bagunçada, a falta de adrenalina no trabalho, que entrou no ritmo slow motion na última semana. Enfim, elementos dispersos, fragmentados, tão pequenos e tão capazes de causar um furacão na minha vida.

E por que o slow motion pode ser um furacão para mim?

posted by CLIO ZINHA | 11:29 AM
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