Domingo, Agosto 24, 2008
Por favor, me avisem se eu estiver errada.
Na próxima semana, começa o Seminário Antropologia e Imagem na minha Cidade. Como deu no O POVO, pensadores de todo o mundo se encontram na minha terra para debater esse tema, que é um tema novo e que, por estas plagas, é uma das poucas área de conhecimento que se dedica a um sub-tema que me interessa, que é a discussão das cidades, dos passantes, de como eles interagem com a cidade, que emerge nas pesquisas como um personagem. Não era para rimar, não, mas aconteceu.
Enfim, ocorre, que tenho percebido que meu filho está precisando muito de mim. Meu filho e o meu casamento. Não de noites românticas e cinema, com direito a jantar depois. Meu filho tampouco não tem precisado da mãe para passear no shopping ou mesmo sentar com ele e brincar de quebra-cabeças ou dominós educativos ou mesmo para os aprazíveis passeios na pracinha. Embora tudo seja muito prazeroso e esses programas também façam parte4 do ser mãe/ esposa.
Mas, meu filho e meu casamento têm precisado de mim na parte mais prosaica da vida: meu filho vem necessitando de limites, de ensinamentos, de estímulos para não retroceder em aprendizados que já deveriam estar consolidados (ops, de novo. Desculpem, foi sem querer). Meu marido, vem precisando que eu assuma o meu papel de mãe com maior veemência para que ele se libere (yes, é injusto, eu sei, e concordo, até, mas fazer o quê? Se eu quiser que isso dê certo, vou ter que ceder neste momento.).
É o seguinte: quando me afasto muito de casa e venho aqui apenas para dormir e acordar com eles, o João passa o dia de fraldas, apesar de já saber pedir para ir ao banheiro praticamente desde o início do ano. Além disso, alguém tem que ter a paciência e a firmeza de acordar beeem cedo para levá-lo por toda a semana à fisioterapia respiratória, alguém tem de vencer barreiras culturais para evitar que dêem mamadeira para ele até no suco da tarde e que o tratem como bebê, dando banho de pia (o que, convenhamos, é também um perigo, pois a pia pode quebrar), além de afastar a possibilidade de deixarem que ele assista TV (desenhos, o que é nocivo) e novelas (o que é pior) por todo o dia.
Enfim, minha tarefa é árdua, ainda mais se considerarmos que eu sou a parte que trabalha na relação e que, em alguns dias, tenho que trabalhar de manhã, de tarde e de noite. E, quando se coloca no meio disso, o desejo de participar desse encontro de antropologia, que é bem raro ocorrer aqui, para o qual devem convergir váááários conhecidos e que me renderia um bom certificado, além de contatos interessantes, sem falar no incrível aprendizado, para uma futura candidatura a um futuro mestrado, a coisa ficas ainda mais difícil.
Mas, mesmo podendo me dar mal novamente, vou ouvir a voz dentro da minha cabeça, vou seguir meus instintos de mãe, vou me dedicar ao meu filho.
Olha aí, voz, olha a responsabilidade. Não vai me decepcionar de novo, hein?
posted by CLIO ZINHA |
2:18 PM
Sábado, Agosto 09, 2008
Apesar de você
amanhã há de ser outro dia.
Casais neuróticos não fazem a minha linha.
Muito obrigada.
posted by CLIO ZINHA |
1:25 PM
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